SEJA O INCENTIVADOR DE SUA FAMÍLIA!

Ser um incentivador

Eu dei aula para o ensino fundamental por muitos anos até que começamos a formar nossa própria família. Quase sem exceção, eu me referia coletivamente aos meus alunos como “senhoras”. Isso pode soar estranho quando se descobre que a idade deles não passava de 12 anos. Por que eu escolhi dirigir-me a eles dessa maneira? Não eram meninos e meninas? Suponho que sim se você se referia a idade física deles, mas eu estava mais interessada em seu comportamento. Percebi que era possível para os alunos de sexta ou mesmo de quarta série responderem como damas e cavalheiros. Eu poderia incentivar essa reação com uma simples sugestão. Dessa maneira, meus alunos sempre foram chamados de “senhoras” e “senhores” e frequentemente respondiam a altura dessa expectativa.

Profecia que se cumpre sozinha

As expectativas criadas são bastante interessantes. Recordo-me de ter ouvido sobre um estudo feito a respeito dos internos de uma penitenciária estadual para homens. Quando perguntaram a eles quantos tinham ouvido a frase “você terminará seus dias na prisão um dia”, a resposta foi deprimente. A grande maioria já tinha ouvido repetidas vezes que haviam nascido para a cadeia! Aquela era a expectativa! Alguns poderiam chama-la de uma profecia que se cumpre sozinha, considerando que aqueles homens tinham ouvido isso com tanta frequência que, consciente ou inconscientemente, fizeram dela uma realidade. Quais são suas expectativas para seu filho ou filha?

61% dos pais cristãos admitem falhar algumas vezes em motivar os filhos de forma positiva.

Dois anos: a fase das birras

Quantas vezes você ouviu falar sobre a terrível fase das birras ou a da turbulenta adolescência? Sim, são épocas de significativas mudanças: físicas, sociais e intelectuais na vida da maioria das pessoas. Os adjetivos terrível e turbulento, porém, refletem uma implicação errada. Realmente queremos que nossos filhos experimentem um estágio da vida que seja terrível ou turbulento? Naturalmente que não. E o que dizer da fase dos bebês fantásticos e dos adolescentes notáveis? Isso lhe parece manipulação de marketing? Bem, talvez sim. É uma tentativa de melhorar a expectativa quanto a essas fases de crescimento. Você não precisa passar pela experiência negativa. Em vez disso sugiro algo diferente.

PASSO 1: Pense alto, mas não ultrapasse o céu

O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração.

1 SAMUEL 16.7

O Profeta Samuel foi enviado por Deus para ungir o rei que sucederia ao trono de Israel. Não se tratava de uma busca às cegas nem era ao caso de avaliar possíveis candidatos para o cargo. Deus havia enviado Samuel uma família em especial. Um dos filhos de Jessé seria o novo rei. No entanto, a princípio, Samuel não escolheu o filho certo.

Quando chegaram [Jessé e os filhos dele], Samuel viu Eliabe e pensou; “Com certeza é este que o Senhor quer ungir”.

O SENHOR, contudo, disse a Samuel: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração”. Então Jessé, Abinadabe e o levou a Samuel. Ele, porém, disse: “O SENHOR não escolheu este”. Em seguida Jesse levou Samá a Samuel, mas este disse: “também não foi este que o SENHOR escolheu”. Jessé levou a Samuel sete de seus filhos, mas Samuel lhe disse: “ O SENHOR não escolheu nenhum destes”. Então perguntou a Jessé: “Estes são tosos os filhos que você tem?”. Jessé responde: “Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas”. Samuel disse: “Traga-o aqui; não nos sentaremos para comer enquanto ele não chegar”.

Jessé mandou chamá-lo e ele veio. Ele era ruivo, de belos olhos e boa aparência. Então o SENHOR disse a Samuel; “É este! Levante-se e unja-o”.

As expectativas não precisam estar fundamentadas em algo que pareça óbvio. Do mesmo modo que meus alunos não eram chamados por outros de ”senhoras” e “senhores”, Davi também não era a pessoa mas provável para ocupar a posição de rei. Deus, no entanto, conhecia suas potencialidades.

Espere sempre o melhor – não o pior – de seus filhos. Tenha, porém, expectativas realistas, pois, se estas estiverem acima do que se entende por “possível”, você e seus filhos não ficarão desapontados.

Ordens impossíveis de serem obedecidas

Eu estava sentada no jardim com uma jovem mãe e observávamos sua filha brincar. Antes que percebêssemos, a menina de 2 anos havia ultrapassado os limites do parquinho. “Olívia!”, disse a mãe, “volte aqui.” Ao ver que Olivia não obedecera, a mãe associou a ordem à uma consequência. “Olivia, vou contar até três; se você já não tiver voltado aqui, vou te dar umas boas palmadas.”

Depois de eu calcular a distancia entre onde estávamos sentadas e onde Olivia se encontrava e imaginar sua habilidade de atravessar essa distancia em velocidade considerável, percebi que não havia nenhuma possibilidade de Olivia realizar esse prodígio. Antes que a mãe da menina começasse a contar, sugeri que reconsiderasse sua ordem. “não creio que ela possa fazer o que acabou de pedir. Talvez fosse melhor reformular a ordem. Você poderia dizer à Olivia que, ao contar até três, ela já deveria estar voltando para cá.” A mãe concordou. Suas expectativas haviam sido muito elevadas. Olivia não conseguiria ser bem-sucedida. Nesse caso, a ordem estava acima do conjunto de possibilidades. A mãe reformulou a instrução, e a menina pôde obedecer à orientação.

E você? Tem expectativas altas demais para seus filhos? Você costuma dar ordens impossíveis de serem cumpridas? Quando eu chamava meus alunos de “senhoras” e “senhores”, sabia que poderiam se comportar como tais. Quando não correspondiam à altura, eu simplesmente os lembrava de acreditar no que eram capazes de ser. Enquanto você avalia suas expectativas com relação à seus filhos, procure eliminar aquelas que estão aquém do potencial deles bem como as que estão demasiadamente acima.

Passo 1: pense alto, mas não ultrapasse o céu. Depois de ter feito isso, siga em frente.

Passo 2: Surpreenda seus filhos quando estiverem fazendo algo certo.

Por isso, digam palavras de encorajamento uns aos outros. Desenvolvam a esperança, como de fato vocês estão fazendo – I Tes 5:11es 5:11
English: World English Bible - WEB

11 Woe to those who rise up early in the morning, that they may follow strong drink; Who stay late into the night, until wine inflames them!

WP-Bible plugin
– tradução livre.

 

Foi Wayne Rice, co-fundador do ministério Youth Specialties e realizador dos seminários Understanding Your teenager [entendendo seu filho adolescente], quem me fez ouvir pela primeira vez a respeito deste passo. O que se entende por surpreenda seus filhos quando estiverem fazendo algo certo? Sem dúvida, os filhos fazem muitas coisas louváveis. A verdade é que muito frequentemente os pais não as observam. Pelo contrario concentram-se no que fazem de errado ou malfeito. O versículo citado anteriormente, é um dos meus favoritos e ilustra muito bem o passo 2. O autor de I Tessalonicenses esperava que o grupo a quem servia “agisse da maneira certa”. No caso eles estavam incentivando-se mutuamente. O autor aplaude esse tipo de encorajamento. “Continuem. Eu gosto do que vejo e ouço que estão fazendo!” É o que se vê na implicação das ultimas palavras do versículo: “como de fato vocês estão fazendo”. Eles estavam sendo encorajados a continuar sendo encorajadores. Eles estavam fazendo a coisa certa!

COMO PROCEDER

Eu amo você.

Que atencioso!

Eu sei que você consegue.

Ótima observação!

Você é o máximo!

Como você tem amadurecido.

Foi uma atitude muito prudente.

Tudo bem. Ninguém é perfeito.

Tenho muito orgulho de você.

Você tomou a decisão certa.

Bem pensado!

Agradeço por sua ajuda.

Você me perdoa?

Eu entendo.

Eu amo você.

Seus filhos também fazem muitas coisas boas. Cabe a você incentiva-los a continuar. Isso nos leva a próxima escolha da educação intencional.

Passo 3: Aplauda o produto final, mas também o processo.

Irmãos não pensem que eu mesmo já o tenha alcançado, mais uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para traz e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o premio da chamada celestial de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3.13,14.

Todas as notas máximas (A+) do teste de ortografia haviam sido divulgadas no quadro de avisos. Era o resultado de uma semana inteira de trabalho. os alunos que sabiam a ortografia correta de todas as palavras foram aplaudidos – e com a devida honra. Não é fácil aprender a ortografia de 20 novas palavras em apenas uma semana. Sou totalmente a favor de dar a devida honra a todos os que apresentam um ótimo trabalho. No entanto, o que dizer de elogiar o projeto tanto quanto o resultado obtido? Se seu aluno persistir estudando todas as noites – por exemplo, escrevendo cada palavra cinco vezes -, creio que o fato de ter consciência dessa necessidade também deva ser recompensada. Se todos os alunos acharem que a obtenção de uma nota A no teste final é o único desempenho digno de aplauso, haverá mais de uma maneira de alcançar este objetivo. Se Tommy, que se senta bem a direita de um deles, for excelente em ortografia, o colega poderia copiar o trabalho de Tommy e juntar-se ao grupo cujas notas estavam no quadro de avisos. Infelizmente quando esse desempenho é aplaudido, a “fraude” também é aplaudida. Procure oportunidades de comemorar o processo tanto quanto o produto final.

PRODUTO FINAL

Nota A+ no teste de ortografia

Fazer cestas que garante a vitória.

Boas maneiras em publico.

Apresentação perfeita no recital de piano.

PROCESSO

Escrever cinco vezes cada palavra.

Arremessar lances livres.

Boas maneiras em casa.

Ensaiar as escalas musicais.

Quando você escolhe a arte de educar e criar filhos notáveis, da alguns passos.

Passo 4: incentive seus filhos a incentivar outros.

Agradeço a meu Deus toda vez que lembro de vocês. Em todas as minhas orações em favor de vocês, sempre oro com alegria por causa da cooperação que vocês tem dado ao evangelho, desde o primeiro dia até agora. Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completar até o dia de Cristo Jesus. Filipenses 1.3-6.

Lembro-me de um ótimo exemplo que aconteceu no campo de futebol de uma escola de ensino médio. Havia um sagueiro que fora substituído no jogo. Sua substituição pretendia entregar o lance do jogo a um meio-de-campo, para que este fizesse um longo arremesso direto para a área do gol. O meio-de-campo se preparou e chutou de modo quase perfeito a bola, que caiu diretamente nos pés do atacante que acabara de entrar. Ele saiu com a bola e correu rapidamente para a linha do gol do adversário, driblando. Golaço! A torcida foi a loucura. Enquanto meus olhos observavam o zagueiro no banco de reservas, percebi que ele estava tão feliz quanto as pessoas na arquibancada. Ele correu para o campo e foi o primeiro a parabenizar o outro jogador – o atacante que tomara o seu lugar no jogo, o atacante que ganharia todos os aplausos. Minha vontade era correr para o campo e parabenizar aquele jovem incentivador. Seu comportamento revelava um caráter que deveria receber todos os aplausos.

 

Mães e pais são lideres de torcida.

Eles se alegram quando os filhos são bem sucedidos.

Eles se alegram quando os filhos nem sempre obtêm êxito.

E, talvez o mais importante, eles aplaudem os filhos quando

Estes por sua vez, se alegram com aqueles que foram

bem sucedidos e encorajam os que não foram.

Irmão contra irmão.

Uma das maiores causas de rivalidade entre irmãos é a incapacidade de torcer um pelo outro e aplaudir o sucesso um do outro. O oposto da rivalidade entre irmãos é o incentivo. Jeff e Jerry são irmãos. Quando mais novos, eram os melhores amigos um do outro, jogavam juntos e escolhiam atividades e interesses similares. Pelo tempo que os conheço, entretanto, posso dizer que a amizade enfraqueceu na melhor das hipóteses. O que aconteceu para que estes irmãos se estranhassem? Tenho certeza de que a resposta é mais complicada do que posso imaginar, mas uma coisa eu sei sobre a fase de crescimento de ambos. Era muito comum o pai promover uma espécie de competição entre eles. Nos esportes, nos estudos, o pai sempre estava preparado para proclamar o vencedor e o perdedor nas disputas instauradas. Pode você imaginar a pressão que foi imposta no relacionamento entre Jeff e Jerry? A rivalidade entre irmãos havia sido incentivada, na realidade, pelo próprio pai.

 

 

Competições ou Congratulações

Embora o exemplo possa ser extremo, penso em como você poderia incentivar seus filhos a encorajar um ao outro. Obviamente, não arquitetando competições entre eles. Prefira oportunidades que possibilitem congratulações. Você pode também ajudar cada um a identificar seus talentos naturais e a desenvolvê-los. Cada filho tem um conjunto diferente de habilidades que deve desenvolver e apreciar. Mesmo ainda jovem nosso filho mais velho já amava esportes. Gostava principalmente de futebol e hoje atua como treinador assistente na primeira divisão de uma escola. Nosso segundo filho desenvolveu paixão por cavalos em um trabalho de verão antes mesmo de completar 15 anos – depois se tornou veterinário. Nosso filho mais novo ajudava-me a transportar a louça do jantar quando tinha apenas 2 anos. Certo dia ele jogou sem querer um copo de vidro na pia da cozinha com tanta força que o copo estilhaçou. Eu o incentivei a ser um pouco mais delicado no futuro; pelos dezesseis anos seguintes eu o observei brincando de arremessar bola com o pai. Hoje, esse canhoto faz arremessos para a equipe da primeira divisão da faculdade. Quando o mais novo entrou para a equipe da universidade, os irmãos mais velhos mereceram parte do crédito. Eles sempre jogavam bola com ele? Se jogaram, não foram muitas vezes. Mas eles realmente o apoiaram, aplaudiam e compartilhavam a dor de suas derrotas. O encorajamento os unia.

A rivalidade entre irmãos não precisa existir. Quando escolhemos aprender a arte de educar, você se empenhara em não incluir competições na dinâmica familiar. Em vez disso, deverá propiciar a harmonia entre irmãos e a felicitação pelo sucesso de cada um. Escolha incentivar.

Passo 1: pense alto, mas não ultrapasse o céu.

Passo 2: surpreenda seus filhos quando estiverem fazendo algo certo.

Passo 3: aplauda o produto final, mais também o processo.

Passo 4: incentive seus filhos a incentivar outros. E finalmente…

Passo 5: Ensine seus filhos a adorar a Deus.

Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção – Salmo 139.14.

Li um livro chamado; Pessoas férias ferem pessoas. Não creio que alguém possa ser contra este conceito. Acredito ainda que pessoas desencorajadas desencorajam outras. Um dos melhores antídotos para o desencorajamento é a adoração a Deus, louvando-O, tiramos o foco de nós mesmos e concentramos no Senhor. Em minha experiência tenho visto que a criança (ou os adultos, neste caso especifico) que se concentra em si mesma encontra muita dificuldade de encorajar outras pessoas ou mesmo de ser incentivada. Afinal de contas “tudo gira ao meu redor”. Quando ensinamos os filhos a louvar a Deus, eles a mudar o foco da atenção – deles para o pai celestial.

 

Louve a Deus

 

“contudo tu és o Santo entronizado entre os louvores de Israel” – Salmo 22.3. apenas pense nisso: Deus esta por perto, em meio os louvores dos que ele tem como filhos. No entanto, e se Deus se sentir deixado de lado? Um adesivo de carro tinha a seguinte frase: “Se você sente que Deus esta longe, adivinhe quem se afastou?”. Deus habita no meio de seus louvores e no de seus filhos. Ele mora ali! Quando seu filho aprende a render graças e louvar a Deus, ele se lembra de que Deus esta no controle de todas as coisas. Já que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto”, louvar a Deus por tudo de bom que recebemos é um habito importante a ser ensinado aos filhos (Tiago 1:17). Além disso, pais que procuram ser modelo não louvam a Deus somente pelo que faz, mas por quem ele é. A criança que aprende a louvar a Deus é a criança que incentiva e é incentivada pela presença de Deus.

Sharing is caring!