Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista de Água Branca (Ibab), conversou com o apresentador Marcelo Tas, no programa Provocações da TV Cultura.

Kivitz demonstrou suas posições sobre a igreja evangélica brasileira, pecado e política.

Na primeira pergunta – já enviesada, Taz questiona a quantidade de “pastores trambiqueiros” no Brasil.

Para Kivitz, a igreja evangélica nada mais é que um recorte da sociedade e que, por isso, seria normal pessoas de má índole no meio da igreja.

“Ser trambiqueiro é um ‘privilégio’ da raça humana”, afirmou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADESobre a quantidade de igrejas no Brasil, o pastor afirmou que a igreja evangélica é “uma das ofertas da conexão com o sagrado, com o divino”.

Ele diz que as pessoas estão em busca dessa conexão e que isso se reflete no número de denominações evangélicas.

PecadoSobre a prática homossexual ser pecado, o pastor afirma que “assim diz a igreja há dois mil anos”.

“A minha mentalidade não cataloga pecado dessa maneira”, assevera.

“A gente pode pensar pecado de outras maneiras… tem coisas que para você é pecado e para mim não é”, diz.

Entrando num campo complexo, Ed acredita que “pecado é o que desumaniza.

É o que me destrói e que destrói a nossa relação”.

O pastor diz que sua igreja é frequentada por vários homossexuais, mas não deixa claro se há um direcionamento para saída de tal condição.

PolíticaKivitz afirma que o governo brasileiro, liderado por Jair Bolsonaro, acredita em um “Deus tribal”.

“A Bíblia faz com que Deus saia de um monopólio étnico – que é o povo hebreu, para se tornar o Deus de toda raça, tribo, língua e nação.

É um Deus não tribal”, explica.

O pastor diz que não é antibolsonarista, mas é um crítico do governo.

“Eu sou um crítico de todo o governo com índole totalitária”, afirma.

Ele diz que fez críticas ao governo petista, mas que o problema está nessa “discussão binária”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADETambém acredita que houve um “equívoco histórico” ao associar um espectro ideológico ao monopólio da virtude.

“Criou-se na nossa cultura brasileira a ideia de que ser de esquerda é ter virtude moral e que ser de direita é ser pró-ditadura, pró-tortura, pró-fascismo etc.

”, afirma.

Drogas, aborto e casamento gayApesar de criticar a “discussão binária”, todos os posicionamentos de Kivitz o colocam à esquerda.

Questionado sobre temas polêmicos, o pastor afirma ser a favor da descriminalização das drogas.

Sobre aborto, diz que é “contra o aborto, mas a favor da descriminalização”.

“Eu não posso criminalizar aquele que não tem a mesma fé que eu tenho”, enfatiza.

“Mesmo achando que estão pecando”, se diz a favor do casamento gay.

Assista: