Filhas de Sara

 Filhas de Sara

TEXTO: 1 Pedro 3:1–7.

Se Abraão é o pai da fé (Gênesis 17:5; Romanos 4:11), Sara é a mãe da fé (Gênesis 17:16; Isaías 51:2). Ela estava com Abraão, em cada passo que ele deu, desde Ur dos Caldeus até a Terra Prometida e além dela. Quando anjos apareceram a eles, ela acompanhou Abraão oferecendo-lhes hospitalidade (Gênesis 18:6). Segundo o autor da carta aos hebreus, o nascimento de Isaque foi um resultado da fé tanto de Abraão como de Sara: “Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa” (Hebreus 11:11). Assim como seu marido, Sara foi “uma pioneira da fé”.

Na Primeira Epístola de Pedro, quando o apóstolo retomou o assunto do casamento e quis ilustrar certos princípios, a pessoa que lhe veio à mente foi Sara:

Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma (1 Pedro 3:5, 6).

A expressão “vós vos tornastes filhas” é uma tradução literal do texto grego. Como o apóstolo estava se dirigindo a mulheres, “filhas” referia-se mesmo às mulheres. Nesta lição, consideraremos as qualidades das “filhas de Sara”.

Estamos estudando o tema vital do casamento e o lar. Nunca houve tantos livros disponíveis sobre casamento e lar, embora nunca tenha havido tantas pessoas enfrentando problemas no casamento e tantos lares destruídos. As famílias precisam voltar ao único livro infalível, a Bíblia. Enquanto nossos modelos do papel do marido e da esposa forem de quem tem o coração sintonizado com o mundo, o desastre será inevitável. Pedro apresentou um modelo diferente: Sara.

A lição anterior destinava-se aos maridos e pais. Esta lição contém um desafio para as esposas e mães: o desafio de serem filhas de Sara. No decorrer dos anos, tive o privilégio de conhecer muitas filhas de Sara. Esta lição baseada em 1 Pedro 3:1– 7 é um tributo a todas as mulheres que já são filhas de Sara — e uma exortação a todas as mulheres para serem mais parecidas com Sara. As filhas de Sara possuem quatro características que analisaremos a seguir.

ELAS SÃO ESPONTANEAMENTE SUBMISSAS (3:1, 2, 4–6)

Em primeiro lugar, as filhas de Sara são espontaneamente submissas a seus maridos — amável e até docilmente submissas. O texto de Pedro começa dizendo: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento2 de sua esposa” (v. 1). “Submissas a” vem de um termo militar que significa “colocar-se no posto”. “Igualmente” refere-se ao exemplo de Jesus, alguns versículos atrás, o qual foi espontaneamente submisso à vontade de Deus:

 …pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente (1 Pedro 2:21–23).

Como já foi observado numa lição anterior, submissão nada tem a ver com um indivíduo ser inferior enquanto outro lhe é superior. (Com certeza, ninguém argumentaria que Jesus era inferior a Deus3 .) No texto que estamos estudando, Pedro enfatizou que o marido e a esposa são “juntamente, herdeiros da mesma graça de vida” (3:7; grifo meu); nenhum é mais importante do que o outro. Submissão nada tem a ver com inferioridade ou superioridade; mas tem tudo a ver com respeito pela vontade de Deus. Devemos respeitar “a vontade de Deus”, para que, “pela prática do bem, façamos emudecer a ignorância dos insensatos” (2:15). Assim como Jesus, devemos nos submeter ao plano de Deus, crendo que Ele sabe o que é melhor.

Como o tema geral de Pedro era a perseguição, ele retratou a situação de uma esposa cristã casada com um não-cristão — um que era “desobediente à palavra” — mas o princípio de submissão da esposa aplica-se a todos os casamentos. Em Gênese 3, Deus disse à mulher: “…o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (v. 16). No Novo Testamento, as mulheres mais velhas são instruídas a encorajarem as mais novas “a serem… sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:5). Vimos anteriormente o ensino de Paulo sobre este assunto em Efésios 5 e Colossenses 3.5.

A submissão mencionada em 1 Pedro 3 não é meramente exterior, mas é o resultado de um espírito submisso. O versículo 2 fala de “comportamento cheio de temor” (“conduta respeitosa”, na NVI). O versículo 4 refere-se a um “espírito manso e tranqüilo”. Para ilustrar o tipo de espírito de que ele estava falando, Pedro referiu-se a Sara:

 Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma (vv. 5, 6).

O termo “senhor” aplicado ao marido pode nos assustar e soar estranho, mas era um termo de respeito usado nos dias de Sara. Quando ouviu a promessa do anjo de que ela teria um filho, Sara “riu-se… no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer?” (Gênesis 18:12). No texto original de Pedro 3:6, a palavra traduzida por “chamando” é um particípio presente, que indica ação contínua: Sara continuamente chamava Abraão de “senhor”.

Isso quer dizer que Sara era fraca, servil ou calada? Significa que ela não raciocinava por contra própria e nunca expressava sua opinião ou seus desejos? Duvido. A escritora Edith Deen escreveu: A admirável confiança e a verdadeira afeição que existiam entre Sara e Abraão refletem-se na autoridade que ela tinha sobre a casa [deles] durante a ausência de Abraão. Ele a reconhecia como um ser igual a ele. Ela nunca se sujeitou a um papel menor e Abraão nunca exigiu isso.

Para uma ilustração do que Deen estava dizendo, vejamos Gênesis 21. Abraão deu uma festa no dia em que o filho de Sara, Isaque, foi desmamado (v. 8). Durante a festa, Sara observou que Ismael, o filho mais velho de Abraão com Hagar, estava caçoando do filho dela (v. 9), e isso muito a entristeceu. Vejo os olhos castanhos de Sara reluzindo quando ela disse a Abraão: “Rejeita essa escrava e seu filho; porque o filho dessa escrava não será herdeiro com Isaque, meu filho” (v. 10). Abraão não ficou feliz com o pedido de Sara (v. 11); mas, incentivado por Deus, fez o que Sara ordenara (vv. 12–14).

Sara era uma pessoa forte, mas ela queria que Abraão fosse o cabeça da família; ela era submissa de modo espontâneo e dócil. Nenhum homem pode ser o cabeça de sua casa sem a permissão da esposa para isso.

Antes de encerrarmos este assunto, consideremos a afirmação de Pedro de que o comportamento das esposas cristãs pode resultar em ganharem seus maridos não-cristãos “sem palavra alguma” (v. 1). Certa versão inglesa diz “sem a palavra” (grifo meu), o que pode deixar a impressão de que se trate da Palavra de Deus. Pedro, porém, já havia enfatizado antes o lugar da Palavra de Deus no processo de conversão: “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade… pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pedro 1:22, 23). A Palavra de Deus é essencial à salvação.

As provas textuais favorecem a tradução “sem palavra alguma” (grifo meu). Isto pode significar “sem palavra alguma da esposa”: em outras palavras, sem importunar o marido para que se torne cristão. Quer “palavra” se refira à Palavra de Deus, quer se refira à palavra da esposa, a lição é a mesma. Ainda que, no passado, o marido tenha se recusado a ouvir a mensagem inspirada, resta esperança: ele ainda pode ser ganho pelo comportamento respeitoso de sua esposa, que é uma cristã fiel. Alguém disse que o “cristianismo é melhor demonstrado do que discutido”. “A vida é mais eloquente do que os lábios.”

ELAS TÊM UMA DIGNIDADE TRANQUILA (3:2–5)

Em segundo lugar, as filhas de Sara têm uma dignidade tranquila e serena. O versículo 2 fala do “comportamento honesto” da esposa. A NVI em inglês diz “a pureza… de suas vidas”. Paulo referiu-se ao mesmo tipo de comportamento quando disse que as mulheres mais jovens devem ser “honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:5).

Pedro ilustrou o que quis dizer com “comportamento honesto” quando disse para as mulheres cristãs evitarem modismos estranhos: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário” (v. 3). Alguns tradutores acrescentaram a palavra “meramente” para indicar que as palavras de Pedro não tinham a intenção de fazer uma proibição absoluta; mas o texto original diz literalmente: “Não seja o [seu] adorno o pregueado [ou enfeite] exterior de cabelo nem o uso de ouro ou de vestidos”.

Para entender o que Pedro estava falando, leia Isaías 3:16–25, que inclui as três categorias citadas pelo apóstolo: penteados, jóias e roupas ostentosas. A interessante lista de “recursos de beleza” em Isaías incluiu os seguintes itens:

 …o enfeite dos anéis dos tornozelos, e as toucas, e os ornamentos em forma de meia-lua; os pendentes, e os braceletes, e os véus esvoaçantes; os turbantes, as cadeiazinhas para os passos, as cintas, as caixinhas de perfumes e os amuletos; os sinetes e as jóias pendentes do nariz; os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas; os espelhos, as camisas finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes (vv. 18–23).

 Outra forma de entender as palavras de Pedro é pegar uma publicação que apresente fotografias dos eventos de gala dos ricos e famosos e ver o que muitos deles estão usando.

As filhas de Sara não têm como característica o vício escravizante da moda (Romanos 12:2), mas, pelo contrário, uma modéstia básica e dignidade.

O adorno delas é descrito da seguinte maneira:

…o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e

tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus… (1 Pedro 3:4, 5; veja também 1 Timóteo 2:9, 10).

Isto não significa que as filhas de Sara são totalmente despreocupadas com a aparência pessoal. Os tradutores da ERC tentaram indicar isto traduzindo o versículo 3 por: “O enfeite delas não seja o exterior” (grifo meu). O nome “Sara” significa “princesa”, e aparentemente ela era uma princesa em termos de beleza e conduta. Quando Abraão foi para o Egito, “viram os egípcios que a mulher [Sara] era sobremaneira formosa” (Gênesis 12:14). Edith Deen pintou este quadro de Sara montada na caravana do marido:

Embora os registros bíblicos não tragam mais detalhes do que o fato de que ela era “mulher de formosa aparência”, podemos formar uma imagem dela usando uma túnica esvoaçante combinando várias cores raras, talvez os vermelhos quentes e o azul-celeste conhecidos dos velhos mestres. O tecido da sua túnica se estendia até formar uma espécie de capuz com um véu que escondia parcialmente o seu rosto. É fácil imaginar que ela tivesse sedutores cabelos avermelhados, penteados e encaracolados formando uma auréola, uma linda pele aveludada, lábios e maçãs do rosto vermelhos, um olhar profundo e brilhante quando sorria, e um semblante imponente e ao mesmo tempo dócil.

Minha tendência é concordar com a descrição de Deen, quando leio que aos quase setenta anos ela ainda era perseguida por homens.

Se 1 Pedro 3:3–5 não significa que as filhas de Sara são despreocupadas com a aparência pessoal, então o que significa? Significa que as filhas de Sara não são dependentes de recursos artificiais para realçar o seu caráter. Em vez disso, o caráter delas realça a aparência delas. Elas andam e falam com dignidade.

A palavra “adorno” no versículo 3 é traduzida do vocábulo grego de onde vem a nossa palavra “cosmético”. As filhas de Sara são belas por causa de cosméticos “interiores” que não podem ser comprados em lojas!

 ELAS POSSUEM UMA BELEZA INTERIOR (3:3–6)

As afirmações de Pedro sugerem uma terceira característica das filhas de Sara: elas possuem uma beleza interior e imperecível. A instrução para que “não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário” obviamente não implica uma proibição absoluta; de outra forma, uma mulher estaria errada em vestir roupas. A passagem tem a ver, sim, com a ênfase nas vidas das mulheres. As filhas de Sara enfatizam a pessoa interior e não a exterior: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior… seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo…” (vv. 3, 4). Elas entendem que “o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1 Samuel 16:7b).

As filhas de Sara também enfatizam o agradar a Deus enquanto se esforçam para desenvolver esse “espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1 Pedro 3:4). Assim como “as santas mulheres” do passado, a esperança delas está no Senhor (v. 5). Assim como Sara, elas se esforçam para “praticar o bem” (v. 6).

Quando as prioridades de uma mulher são espirituais e não físicas, vemos pelo menos dois resultados. Um resultado está implícito nas palavras enigmáticas no final do versículo 6: “não temendo perturbação alguma”15 . Duas palavras são usadas nesta passagem para “temor”: a primeira é uma tradução da palavra comum para “temor” em grego. A segunda é a forma substantiva da palavra que significa “atemorizar”. A segunda palavra refere-se a um temor retraído, estarrecedor, que enfraquece uma pessoa. Literalmente, a passagem fala de “não temer nenhum terror”.

Essa ênfase dupla é uma forma enfática de dizer: “Se vocês fizerem conforme eu instruí, não serão atemorizadas por nada”. Considerando o enfoque de Pedro nesta carta, ele poderia estar dizendo: “Vocês não terão que temer perseguição”. Afinal de contas, se o ser interior, e não o exterior, for o que nos importa, o que temos a temer daqueles que só podem “matar o corpo e não podem matar a alma” (Mateus 10:28)? Ele também poderia estar dizendo: “Vocês não terão nada a temer de seus maridos descrentes”.

Pode-se fazer uma aplicação além dessa situação específica. Como as filhas de Sara sabem que Deus está com elas, elas não são consumidas pelo medo — quaisquer que sejam as circunstâncias. Elas podem ecoar as palavras do salmista: “O Senhor está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem?” (Salmos 118:6; veja também Salmos 56:4; Hebreus 13:6).

Um segundo resultado é visto quando as prioridades de uma esposa e mãe são espirituais e não físicas: ela tem uma beleza que cresce por dentro, que o tempo não pode apagar, mas só aumentar. Alguém disse que nossos pais — “a Mãe Natureza” e “o Pai Tempo” — garantirão que não ficaremos sempre bonitos exteriormente. Loções, cosméticos e massagens não podem fazer muito; rugas e atrofiamentos são inevitáveis quando vivemos até a velhice.

As filhas de Sara possuem uma beleza interior que nada tem a ver com lisura de feição nem maciez de pele. A beleza delas não vem de realces exteriores e, sim, do “ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus. Pois era assim que também costumavam adornar-se as santas mulheres do passado, que colocavam sua esperança em Deus” (1 Pedro 3:3–5a; NVI).

ELAS SÃO AMAVELMENTE RESPEITADAS (3:7)

Finalmente, o texto bíblico declara que as filhas de Sara são amavelmente respeitadas: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” (v. 7). Observemos a palavra “igualmente”: o destino para maridos e esposas é o mesmo. Todo casamento precisa de “esposas encantadoras” e “homens de honra”.

A NTLH e a NVI instruem o marido a tratar a mulher “com respeito”. Respeito está implícito no vocábulo grego traduzido por “honra” na ERC, mas o termo engloba mais do que isso. Quando usado no capítulo anterior referindo-se a Cristo como a pedra angular rejeitada, a palavra é traduzida por “preciosa” (2:6, 7). Como maridos, precisamos deixar nossas esposas saberem quão preciosas elas são para nós!

Algo deve ser dito sobre a expressão “parte mais frágil”, uma vez que ela pode ser interpretada por alguns como ser menos do que respeitoso. “Mais frágil” refere-se apenas a força física. Embora de fato existam exceções, via de regra, o marido é mais forte que a mulher — e Pedro usou esse fato para imprimir nos maridos a necessidade de proteger e cuidar de suas esposas. A expressão “mais frágil” não significa “menos digna”. Quando minha família vivia perto da cidade de Moore, em Oklahoma, um de meus trabalhos era alimentar os porcos de manhã. Eu utilizava um balde velho para esse trabalho. Quando eu terminava o trabalho, arremessava o balde uns cinco ou seis metros adiante, para o lugar onde ele era guardado. Dentro de casa, minha mãe tinha vasos. Esses vasos jamais teriam sobrevivido a tais arremessos. Eles eram “mais frágeis” do que os baldes velhos e enferrujados. Ao mesmo tempo, eram infinitamente mais valiosos. Nós, maridos, devemos deixar nossas esposas saberem quão valiosas elas são para nós.

Sara era respeitada e amada — e suas filhas também. Assim como muitas de suas filhas que viveram depois dela, Sara era “uma herdeira” com seu marido “da mesma graça de vida” — fisicamente no nascimento de Isaque (Salmos 127:3) e espiritualmente, seguindo o caminho de Deus (1 Pedro 1:4). O fato de Abraão amá-la e respeitá-la é visto em muitos incidentes na vida dela. Ele respeitou os desejos dela quanto a Hagar (Gênesis 16:6; veja também Gênesis 21:10, 14). Ele confiou a ela o cuidado sobre toda a sua casa em muitas ocasiões. Quando ela morreu aos cento e vinte e sete anos, ele lamentou a sua morte e com toda reverência sepultou o corpo dela na caverna de Macpela, perto do querido outeiro de Manre (Gênesis 23:1–20).

Da mesma forma, uma filha de Sara deve ser amada e respeitada hoje. Seu marido deve estar ciente de que achou “o bem” e obteve “a benevolência do Senhor” (Provérbios 18:22). Quando ela é apreciada como deve, “levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva” (Provérbios 31:28).

CONCLUSÃO

O propósito desta lição foi, primeiramente, prestar tributo àquelas que já são filhas de Sara. Que Deus abençoe cada filha de Sara! Vocês são belas, e nós amamos vocês.

Além disso, esta lição é uma exortação para que todas as mulheres sejam filhas de Sara. Você é uma filha de Sara? O texto bíblico declara que, sendo uma mulher cristã, você é filha de Sara “se praticar o bem” (v. 6).

Você quer ser uma cristã? Precisa ser restaurada, deixando de ser uma cristã errante? Se você planeja “praticar o bem”, não espere mais um dia!

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